Orçamento, universidades nos EUA e extremismo

Tópicos do dia começam com notícias sobre o Brasil, passam pelos EUA e retornam a acontecimentos extremos em território nacional

Orçamento, universidades nos EUA e extremismo
O tópico central desta edição gira em torno da guerra em Gaza; veja a seguir / Imagem: Ash Hayes/Unsplash
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Orçamento de 2026

O governo federal apresentou nesta terça-feira (15.abr) o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que estabelece as regras do Orçamento de 2026. O texto ainda será discutido no Congresso, onde deve ser modificado. A tendência é que o Orçamento de 2026 seja aprovado no final de 2025, antes do recesso parlamentar.

De acordo com o projeto de LDO, a expectativa é que o salário mínimo suba para R$ 1.630 no ano que vem, aumento de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. O valor final só será conhecido mais adiante.

O governo pretende ter superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026. Pela LDO, isso equivale a R$ 34,3 bilhões. Em 2024 e 2025, a meta era de déficit zero, com uma margem de 0,25% para cima ou para baixo. Por isso, no ano passado, houve cumprimento da meta mesmo com déficit.

Minha Casa, Minha Vida

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou nesta terça-feira (15.abr) a criação de uma nova faixa do programa Minha Casa, Minha Vida, desta vez destinada à classe média. Agora, haverá financiamentos para famílias com renda de até R$ 12 mil.

A previsão é atender aproximadamente 120 mil famílias ainda neste ano (2025), Antes, elas não conseguiam se enquadrar no programa, porque seus rendimentos superavam as demais faixas. A taxa de juros efetiva não poderá passar de 10% ao ano. Os imóveis –usados ou novos– poderão custar até R$ 500 mil.

Trump x Educação

Além da guerra tarifária contra o mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz também uma ofensiva interna. Neste caso, contra a Educação. Nesta terça-feira (15), bloqueou US$ 2,3 bilhões em repasses a Harvard, universidade mais antiga do que o próprio país.

Trump tenta impor sua agenda política a partir do congelamento de dinheiro público. O presidente quer auditoria de estudantes, professores e dirigentes da universidade, assim como o fim das políticas de diversidade. A instituição se recusou a cumprir as exigências.

Um dos pretextos do governo é combater o antissemitismo. Trump diz que os protestos que ocorreram em universidades norte-americanas –como Harvard– contra o genocídio na Faixa de Gaza tiveram teor antissemita. A 1ª visita de outro chefe de Estado a Trump neste mandato foi do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Autoridades norte-americanas ainda prenderem na segunda-feira (14) um estudante palestino, Mohsen Mahdawi, da Universidade de Columbia, outra das mais prestigiosas do mundo. Ele foi uma das lideranças dos protestos contra o genocídio em Gaza.

Mahdawi é residente permanente legal dos EUA e tem green card desde 2015. O governo norte-americano enquadrou-o como ameaça à política externa e à segurança nacional. Houve protestos contra a prisão nesta terça (15).

Extremismo e crimes de ódio

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (15.abr) mobilizou agentes em 7 estados para combater crimes de ódio, pornografia infantil e tentativa de homicídio. Crimes praticados por jovens contra jovens. Todos com estrutura familiar, sem dificuldades financeiras aparentes e frequentadores da escola.

Entre os crimes cometidos pelos adolescentes: obrigaram uma jovem a cortar a boca. Também estimulavam a automutilação com símbolos nazistas, por exemplo. Havia uma tabela de valores pagos pelas automutilações. Tudo era transmitido ao vivo pela internet, com centenas de espectadores.

A investigação começou há 2 meses, quando um adolescente de 17 anos jogou um coquetel molotov contra uma pessoa em situação de rua. O ato contou com ajuda de um soldado do Exército, preso. A cena foi transmitida na internet para mais de 200 pessoas.

Continuando...

O perfil oficial do 9º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), unidade especializada da PM (Polícia Militar) de São Paulo com atuação em São José do Rio Preto, publicou um vídeo no Instagram com estética de saudações nazistas e supremacistas brancas. O post foi removido.

Com uma música dramática no fundo, a cena gravada parece uma cerimônia. Os policiais estão posicionados em frente a uma cruz em chamas, sendo 2 dos agentes com o braço em riste. Parece a queima de cruzes criada pela Ku Klux Klan. A imagem é escura e torna difícil a identificação imediata dos envolvidos.

Bolsonaro na UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) sem previsão de alta, mas quadro estável.

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Maurício de Azevedo Ferro
Maurício de Azevedo Ferro

Jornalista e empreendedor. Criador/CEO do Correio Sabiá. Emerging Media Leader (2020) pelo ICFJ. Cobriu a Presidência da República.

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