'Caso Master': como o escândalo do banco atinge imagem do STF

Saiba por que o caso que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro faz a imagem do Supremo 'derreter'

'Caso Master': como o escândalo do banco atinge imagem do STF
Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi / Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Índice

5 fatos que definiram a semana

Eis abaixo uma lista de fatos, com contexto e análise:

Banco Master: Vorcaro continua preso

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegando ao hangar da PF. Ele estava preso em São Paulo desde quinta (5.mar.2026) e cumpriria um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia / Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (13.mar) por manter preso o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso rendeu notícias durante toda a semana, sendo necessário um contexto:

O ministro Dias Toffoli, que voou em jatinho de empresário ligado ao Master, declarou-se impedido para julgar o caso por "motivo de foro íntimo".

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Em resumo, Toffoli viajou para Lima, no Peru, no jatinho particular do empresário e ex-senador Luiz Pastore. Era novembro de 2025, final da Libertadores. No mesmo voo estava o advogado Augusto Arruda Botelho, que defende um diretor do Master, instituição da qual Toffoli era relator de inquérito, gerando questionamentos sobre a relação. 
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Teve mais: também veio a público que Toffoli era sócio da Maridt Participações S.A., empresa administrada por seus irmãos (José Eugênio e José Carlos). Em setembro de 2021, a Maridt vendeu parte de sua participação no resort por cerca de R$ 6,6 milhões para o fundo Arleen. O fundo Arleen era controlado pela gestora REAG (aquela acusada de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC, o Primeiro Comando da Capital) e tinha como origem de recursos o fundo Leal, cujo único cotista era Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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Foi no Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro (PR), no dia 25 de janeiro de 2023, que o ministro Dias Toffoli foi gravado em vídeo (conforme publicado pelo jornal Metrópoles) aguardando empresários com drinks na mão. Ele aguardava os convidados em uma área reservada dos jardins do resort, às margens da represa Xavantes. Os empresários eram o próprio Luiz Pastore e o dono do BTG Pactual, André Esteves.
O ministro Dias Toffoli em sessão da Segunda Turma do STF / Imagem: Luiz Silveira/STF

Recentemente, em março de 2026, relatórios da Polícia Federal mencionaram outro evento social patrocinado por Daniel Vorcaro (controlador do Banco Master), que consistiu em uma degustação de uísque de alto valor em Brasília, onde Toffoli também esteve presente ao lado de outras autoridades.

Mas essa cena no resort ganhou relevância pública por expor a proximidade de Toffoli com figuras do mercado financeiro que possuem elevados interesses diretos em processos julgados pelo STF.

Pior: Toffoli ainda era o relator do Caso Master na Corte. "Era", do verbo "não é mais".

Depois da exposição, que fez a imagem do Supremo sangrar ainda mais junto à opinião pública, Toffoli declarou-se impedido de votar nas causas relacionadas ao banco.

  • O relator da ação que definia a manutenção da prisão de Vorcaro passou a ser o ministro André Mendonça; e
  • O relator de uma ação que pretendia obrigar a Câmara a instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Master passou a ser o ministro Cristiano Zanin.

Neste último caso, Zanin entendeu que a Câmara não é obrigada a instalar a CPI. Isso significa que: a Câmara tem autonomia para decidir se instala ou não. Fica a critério dos parlamentares.

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Lembre-se: antes da exposição pública, Toffoli manteve-se na relatoria da investigação sobre o Master. Ele chegou a decidir sobre o foro do caso e a quebra de sigilo de investigados. Sobre a venda da participação no resort, o ministro diz que [a venda] ocorreu a valor de mercado, foi declarada à Receita Federal e que ele nunca recebeu valores diretamente de Vorcaro ou Zettel. Ele também argumentou que só assumiu a relatoria do caso Master no STF em novembro de 2025, quando sua empresa já não tinha mais participação no resort.

Caso Master faz imagem do STF 'sangrar'

O ministro Alexandre de Moraes. O escritório da esposa dele firmou um contrato de valor superior a R$ 120 milhões / Imagem: Victor Piemonte/STF

Também é bom lembrar que Toffoli não é o único ministro do STF cuja atuação vem sendo contestada pelo Caso Master. O escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, firmou um contrato de consultoria advocatícia com o Master superior a R$ 120 milhões por 3 anos.

O embaraço ficou maior porque a PF (Polícia Federal) interceptou mensagens de Daniel Vorcaro nas quais ele se vangloriava de ter "portas abertas" no STF. E Moraes e Toffoli seriam relativamente próximos na Corte (algo que não é comum entre todos os ministros).

Além disso, o escritório de advocacia do ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski também firmou um contrato com o Master. Embora milionário, o valor é bem inferior ao de Viviane Barci.

O escritório Lewandowski Advocacia manteve um contrato que totalizou aproximadamente R$ 6,5 milhões entre agosto de 2023 e agosto de 2025. O termo previa pagamentos mensais de R$ 250 mil.

Do total, cerca de R$ 5,25 milhões foram pagos enquanto Lewandowski já ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula (entre fevereiro de 2024 e o início de 2026).

Inicialmente, o contrato tratava de uma "consultoria institucional e estratégica" prestada pelo próprio Lewandowski. Após sua nomeação para o Ministério da Justiça, o contrato foi transferido para seu filho, Enrique Lewandowski, passando a focar em temas fiscais e tributários. O valor foi mantido. 🤔

Por que isso importa?

A revelação desse contrato é apontada por aliados do governo como o principal motivo que acelerou o pedido de demissão de Lewandowski do Ministério da Justiça em janeiro de 2026.

O embaraço reside no fato de ele chefiar a pasta responsável pela Polícia Federal, que investigava justamente o banco que remunerava o escritório de sua família.

A assessoria de Lewandowski afirma que ele se desligou formalmente do escritório e suspendeu seu registro na OAB ao assumir o ministério, deixando de participar de qualquer causa ou decisão relacionada aos clientes da firma desde então. 

Master foi multado 3 vezes pelo Banco Central

Uma planilha obtida via LAI (Lei de Acesso à Informação) pela agência Fiquem Sabendo listou quais bancos, corretoras, multinacionais e investidores individuais já foram punidos pelo Banco Central por infrações bancárias, cambiais ou financeiras.

Ao todo, 5,45 mil sanções somaram pelo menos R$ 121,5 milhões em multas entre 2020 e 2025 por irregularidades que vão desde prestações de contas fora do prazo até suspeitas de lavagem de dinheiro.

Liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central, o Banco Master foi multado 3 vezes em 2020 por infrações ligadas a “controles internos deficientes”, “infração a normativo cambial” e “lavagem de dinheiro”. O total: R$ 1,02 milhão.

Parte do conglomerado Master e também liquidado, o Will Bank teve de pagar R$ 500 mil em 2023 por “contabilidade irregular”.

Moraes nega visto a assessor sênior de Trump que visitaria Bolsonaro na prisão

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado / Imagem: Anderson Riedel/PR

Falando em Moraes, o ministro reviu sua posição e negou o pedido para que Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump para políticas relacionadas ao Brasil, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.

A decisão foi tomada após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro poderia constituir indevida ingerência em assuntos internos do país. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita poderia configurar "indevida ingerência" nos assuntos internos do Brasil.

A cronologia do episódio:

  • No dia 10 de março, a defesa de Bolsonaro pediu a visita para os dias 16 ou 17. Moraes inicialmente autorizou para 18 de março;
  • No dia 11, o Itamaraty apontou desvio de finalidade do visto; e
  • No dia 12, Moraes cancelou a autorização.

O visto concedido a Beattie era para participação em um fórum sobre minerais críticos em São Paulo, sem qualquer menção, à época da solicitação, a visitas de natureza não oficial.

O descumprimento do roteiro diplomático declarado pelo emissário da Casa Branca serviu de munição jurídica para o bloqueio do encontro. O Ministério das Relações Exteriores foi enfático ao declarar que não havia registro de reuniões oficiais entre Beattie e autoridades do governo brasileiro em Brasília.

Por que isso importa?

O episódio é significativo por diversas razões que vão além do imediato. Ele expõe a tensão entre o ativismo diplomático do governo Trump em relação ao Brasil e os limites impostos pelas instituições brasileiras, especialmente num ano eleitoral.

A negativa de Moraes estabelece um precedente: a cela de um condenado pelo próprio STF não pode tornar-se palco de articulações geopolíticas externas.

O presidente Lula, num discurso, disse que determinou que o Itamaraty orientasse pela negativa do visto, porque o seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está também impedido de entrar nos Estados Unidos. Lula falou que o assessor de Trump vai ganhar visto quando as barreiras contra Padilha forem retiradas.

O que fica no horizonte é a pergunta sobre como o governo Trump reagirá a essa recusa e se o episódio influenciará as negociações mais amplas entre Brasília e Washington, incluindo a ainda indefinida visita de Lula à Casa Branca (inicialmente prevista para março, mas que deve ficar para abril).

Governo Lula negocia com EUA sobre facções sob pressão do grupo de Rubio em Washington

O secretário de Estado Marco Rubio participa de um almoço de trabalho na Cúpula Escudo das Américas, no sábado, 7 de março de 2026, no Trump National Doral Miami em Doral, Flórida / Imagem: AP/Rebecca Blackwell

Aliás, outro ponto sensível nessa relação é a cooperação policial e de inteligência no combate ao crime organizado transnacional. Há por parte da administração Trump a tentativa de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

O assunto foi tratado numa conversa telefônica entre o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio, iniciativa que teria partido do lado brasileiro, preocupado com informações de que uma decisão norte-americana estava próxima.

Fontes ligadas ao governo americano afirmam que a proposta de classificar facções brasileiras como terroristas está em estágio avançado, liderada por Rubio, e poderia ser encaminhada ao Congresso norte-americano para votação em breve.

Por que isso importa?

Para o Brasil, a distinção jurídica é central: o governo Lula entende que a classificação não teria respaldo na legislação brasileira, que define terrorismo como crimes motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, etnia ou religião –e não como atividade criminal com fins econômicos.

A preferência em Brasília é que os 2 presidentes anunciem uma ampliação concreta da cooperação bilateral em segurança, com medidas mais operacionais e aprofundamento do intercâmbio de inteligência, sem que isso venha associado à classificação das facções como terroristas.

Análise:

Este tema é, provavelmente, o mais explosivo da pauta Brasil-EUA no momento.

A classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras abriria ao governo norte-americano um arsenal legal e operacional enorme: sanções financeiras, restrições migratórias, e –como o caso da Venezuela demonstrou– até justificativa para operações militares.

O Brasil tem razões legítimas para resistir: a soberania nacional, a distinção jurídica entre crime organizado e terrorismo, e o risco de que Washington use o combate ao narcotráfico como alavanca de pressão política mais ampla.

Ao mesmo tempo, o governo Lula sabe que a inação tem um custo: a oposição usa sistematicamente o tema para acusá-lo de cumplicidade com o crime. A saída que o Planalto busca, que é ampliar a cooperação de inteligência sem abrir mão do controle nacional, é politicamente elegante, mas depende de convencer Trump de que isso é suficiente. Este é um desafio incerto.

Pacote do diesel: governo zera impostos e cria subvenção de R$ 30 bilhões

Em resposta à alta internacional do petróleo provocada pelo conflito entre EUA, Israel e Irã, o governo Lula anunciou um pacote de medidas cujo impacto fiscal estimado pela Fazenda é de R$ 30 bilhões até 31 de dezembro de 2026.

O pacote tem 2 pilares:

  • Um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, reduzindo o preço em R$ 0,32 por litro na refinaria (com custo de R$ 20 bilhões); e
  • Uma MP (medida provisória) que cria uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, com custo de R$ 10 bilhões.

A soma representa uma redução total de R$ 0,64 por litro.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) enfatizou que as medidas são temporárias, adotadas em razão da escalada de preços no mercado global, e são completamente independentes da política de preços da Petrobras (que oscila livremente de acordo com a cotação do mercado internacional).

O governo também anunciou um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, com caráter regulatório, visando estimular o uso da capacidade ociosa das refinarias nacionais e desincentivar exportações em detrimento do mercado doméstico.

Um 3º decreto criou mecanismos de fiscalização via ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para coibir abusos, como estocagem especulativa e aumentos injustificados.

Lula enquadrou as medidas como proteção às camadas mais pobres, pediu ainda a colaboração dos governadores para eventual redução do ICMS estadual e afirmou que o governo fará "tudo que for possível" para proteger o consumidor brasileiro dos efeitos da guerra no exterior.

Por que isso importa?

O impacto desse pacote extrapola o preço do litro de diesel.

O combustível é central para a logística brasileira: move a safra agrícola, o transporte de cargas e o custo de quase tudo que chega à mesa do brasileiro.

Ao atuar sobre ele, o governo tenta conter uma possível aceleração inflacionária num momento em que os economistas já apontam inflação resistente (a inflação fechou 2025 dentro da meta, mas está acelerando mais do que o previsto em 2026).

O dilema, no entanto, é estrutural:

A medida do governo tem prazo, mas a guerra não tem. Se o conflito se prolongar, o governo enfrentará a difícil escolha entre renovar o subsídio –aprofundando o rombo fiscal– ou deixar o preço subir e colher as consequências políticas em pleno ano eleitoral.

A criação de um imposto sobre exportação de petróleo também sinaliza uma tensão com a Petrobras e com investidores, mesmo que Haddad tenha insistido que a política de preços da estatal não foi tocada.


O que observar nesta semana

  • Agenda do Lula: Recebe nesta segunda-feira (16) o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Lula não participou da posse do presidente do Chile, José Kast. Seu opositor, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), compareceu. Kast é o presidente chileno mais à direita desde o ditador e general Augusto Pinochet.
  • Desdobramentos do Caso Master: Foco especial para os rumores sobre uma eventual delação premiada de Vorcaro (que foram reforçados por sua troca de advogado no processo), bem como a repercussão no Congresso Nacional sobre as decisões do STF e sobre uma eventual movimentação para instalar uma CPI do Master.
  • Guerra e impactos ambientais: O conflito no Oriente Médio entra em sua 3ª semana e tem impactos ambientais severos, com ameaça a recursos hídricos que já são naturalmente escassos naquela região, marcada em geral pelo clima árido. Mísseis colocam os sistemas de dessalinização da água em xeque. Além disso, Trump deu sinais contraditórios sobre o fim da guerra. Por um lado, fala que está por concluir a missão, que já custou ao menos US$ 12 bilhões ao contribuinte norte-americano. Por outro, mantém as ameaças contra o Irã, que vem mantendo firme a estratégia de escalar os bombardeios para outros países e atingir infraestruturas.

Recomendações curadas

A Venezuela é só o começo - revista piauí
Há razões para acreditarmos que a ofensiva de Trump na América Latina não seja algo passageiro

Falamos sobre Marco Rubio nesta edição e sua liderança no esforço de enquadrar facções criminosas como terroristas, certo? Então, Rubio, de origem cubana, construiu carreira política dessa maneira. É quem está por trás também de ofensivas políticas contra a Venezuela (e até militares) e contra Cuba. São vários os artigos da Piauí que citam isto e reconstroem parte da atuação do secretário de Estado dos EUA.

Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República
Como banqueiro e seu grupo de empresas criaram um terremoto na República enredando políticos, ministros e empresários

Falamos tanto sobre o Banco Master que decidimos incluir este artigo, sem paywall. O título é autoexplicativo.

Contra o mundo - revista piauí
A autodestruição do poder americano e o fim de uma era

Por fim, para pensar um pouco mais, recomendamos um artigo (link acima) do analista político norte-americano Robert Kagan, publicado na revista piauí deste mês de março.

Kagan escreveu que a ordem mundial liberal dominada há décadas pelos Estados Unidos chegou ao fim, porque o país decidiu que não deseja mais desempenhar o papel, segundo ele, de "garantir a segurança global".

“[É] um cenário que fará a Guerra Fria parecer uma brincadeira infantil e o período pós-Guerra Fria, um paraíso”, escreveu.
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Assobio: Sim, nós também nos perguntamos "E desde quando os EUA desempenhavam o papel de 'garantir a segurança global'?" 😂 Mas fato é que o artigo é bom e esta expressão não é o ponto central aqui –ao menos, não para nós. O mais importante é o contexto geopolítico em plena transformação e as reflexões que surgem a partir daí.

Para Kagan, o mundo estabelecido sob novos regramentos será bem parecido com o de antes de 1945. Várias potências entrarão em competição e em conflitos, que só tendem a se alastrar.

“Os Estados Unidos não terão amigos nem aliados confiáveis, e dependerão exclusivamente da sua própria força para sobreviver e prosperar”, analisou.

E você, o que pensa? Deixe um comentário.


Autor

Maurício de Azevedo Ferro
Maurício de Azevedo Ferro

Jornalista e empreendedor. Criador/CEO do Correio Sabiá. Emerging Media Leader (2020) pelo ICFJ. Cobriu a Presidência da República.

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